Autor: F. A. dos Santos
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Info:
A Voz, Subsecção da Música
Introdução

A série de artigos A Voz, pretende contribuír para a iniciação
ao conhecimento teórico básico, desse instrumento musical tão
belo que é a Voz.
Pretendemos conseguir um equilíbrio entre o uso dos termos
correctos e o uso generalizado pelo hábito, de forma a que
esses conhecimentos possam vir a adquirir valor práctico

A grande música das orquestras e dos grandes cantores, e a
música chamada de popular, própria de um povo, beneficíam
de um profundo entraçar de conhecimentos e experiênciaas.
As primeiras memórias de um acontecimento musical, são em
alguns de nós, as de uma Banda Filarmónica, num coreto de
jardim... também de um Rancho numa festa de cidade
pequena, ou de uma marcha pelos Santos Populares...
A riqueza dos timbres e a qualidade da interpretação,
marcarão para sempre um padrão de gosto e de exigência.      
Mais tarde, uma visita de uma grande orquestra à nossa
escola, um maestro que faz uma palestra explicando, ali... ao
vivo, os movimentos de uma sinfonia... planta em nós um
desejo de querer apreciar melhor o que de bom nos é deixado
pelos grandes compositores.
Da mesma maneira que qualquer
grande músico, Maestro ou Compositor saberá apreciar a arte,
muitas vezes tão rara como única na execução de um
instrumento, talvez ele também único, sobrevivente de outros
tempos, de outras eras, que transporta em si, a força do
"essencial", e do "primário" que há no som... do Universo.

Graves e Agudos para começar!.


1-A Voz humana, pode ser
mais aguda

(agudos= sininhos pequeninos,
flautinha, assobio)

ou mais grave

(graves= tambor grande, trovão )

De um modo geral usam-
-se as seguintes classificações
básicas:

-
Masculinas –
Tenor, Barítono, Baixo

-
Femininas –
Soprano, Contralto

Uma pequena história com muita ou nenhuma graça!.

P
arece uma coisa tão simples, que se torna um pouco estranho explicar a
noção de agudo e de grave.
Quem já regulou uma aparelhagem de som, para ouvir um cd, ou a sua
televisão, terã pelo menos uma ideia.

A mim aconteceu-me uma vez, numa ag^encia de publicidade para a qual
trabalhavava, como compositor, ter à minha frente uma pessoa, que deveria
poder discutir comigo os detalhes de uma música para uma campanha, e de
repente essa pessoa desculpar-se, por não saber o que eram agudos e
graves. Infelizmente o Director Criativo, com o qual geralmente eu falava,
estava fora para um festival, de publicidade!....
Depois da terceira reunião com a mesma pessoa a situaçaõ não se alterou...
essa foi talvez a gota de água que fez com que eu preferisse, não mais
aceitar fazer música encomendade por agências de publicidade.

Ninguém sabe tudo, o que me surpreendeu, foi que depois do sucedido,
comentei com alguém da agência que esse novo colega, era simpatico, etc
por uma questão de cordialidade, e perguntei se tinha entrado à pouco
tempo... ao que me responderam com admiraçao " Quem o (...) ja trabalha
nisto à mais de 17 anos.... " ufffa!.

Claro que mais tarde acabei por voltar a fazer, mas certifiquei-me bem que
para além de uma certa amizade, havia também um conhecimento bom do
que sao graves ... e o que são ... agudos.
Música: A Voz 1
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