Destaque para: Alcino J. Silva A informação que se segue foi retirada da página oficial http://www.silvalab.com e foi traduzida por F. A. Santos. Ela é mostrada aqui apenas como referência devendo os interessados, consultar directamente a página referida. Como devem entender, o projecto supertuga.com, tem como objectivo, servir de plataforma informativa, de divulgação e de discussão de opinião, de toda a informação que se prende com a actividade positiva da Grande Comunidade Portuguesa, esteja ela dentro das fronteiras territoriais ou não. O que apresntamos aqui, pretende ser um alerta inspirador que não deverá dispensar a consulta directa da fonte de informação, até porque esta nossa pequena "reportagem" aflora de uma forma simples a personalidade, e a nossa intensão é a de promover a Obra.
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Matéria
- Introdução ao conhecimento de Alcino J. Silva -

Professor do departamento de Neurobiologia, Psiquiatria e Psicologia, dirige o centro de Biologia da Criatividade, Coordenador do "Aprendizagem e Memória" no "Brain Research Institute" na Universidade da Califórnia, Los Angeles
Fotografia de
Alcino J. Silva

África e Portugal

Nasci em Portugal em 1961, mas a minha família mudou-se para Luanda, Angola, quando eu tinha apenas 3 anos de idade. Saímos de África quando eu tinha 11, e a guerra manteve-me ausente desde então. Recordo ainda vivamente os povos, a região selvagem, a música, a arte, a comida... Na altura em que retornei a Portugal, no verão de 1973, o país atravessou sua mudança mais importante da história recente; A mudança de Abril de 1974. Sem violência, a sociedade portuguesa foi da repressão do fascismo à liberdade da democracia. Foi emocionante viver aqueles tempos, cheios de promessas e de sonhos, onde muitos de nós acreditaram que poderíamos mudar o mundo: Em muitos aspectos a sociedade Portuguesa mudou realmente; Portugal é hoje uma sociedade democrática, aberta com uma cultura vibrante, um contraste acentuado com os 50 anos escuros precedentes de fascismo.

New Jersey

A mudança teve um impacto rejuvenescedor, excitante na sociedade portuguesa, mas deixou as instituições do país no caos, incluíndo as suas universidades. Assim, eu lá consegui convencer os meus pais, embora relutantes, a deixarem-me ir estudar no exterior. Acabei por ir parar onde muita da minha família, inclusive meus avós, tinha vivido: os Estados Unidos da América. A universidade de Rutgers era um lugar incrivelmente bom, e eu vivi esses quatro anos maravilhosos decidindo o que gostaría de fazer com a minha vida. Eu tive a sorte de trabalhar com William Sofer, um geneticista talentoso, paciente e generoso que me ensinou que ser um cientista, significa servir a ciência (o contrário de ser sevido por ela ...), e que uma carreira na ciência é primeiro que tudo um caso de amor. Entretanto, foi apenas no ano de acesso à universidade que eu me decidi a prosseguir os estudos de graduação, em genética molecular, e não em filosofia (epistemologia).

Utah

Na universidade de Utah, trabalhei com um dos cientistas mais talentosos que alguma vez encontrei. Ray White foi sempre o tipo de pessoa, que nos faz com que nos sintamos mais inteligentes e criativos do que somos. Deixou que eu me desse ao luxo de trabalhar em trabalhasse com independência, e ensinou-me que a Ciência tem que em primeiro lugar e acima de tudo nos trazer gozo. A Genética Humana, estava na sua infância e eu tive o previlégio de testemunhar numa fase inicial o desenvolvimento desta incrível ária de conhecimento. A minha tese de doutoramente mostrava que os padrões epigenéticos da metodisação das formas de DNA, podem ser polimórficos e que herdam uma estruturação Mendeliana. Deu muito interessante e divertido todo o desenvolvimento da tese, e eu recordo profundamente, as numerosas discussões energizantes que tive com White e outros membros do laboratório. Foi durante a elaboração e desenvolvimento da tese, que cresceu em mim a vontade de aprofundar conhecimento sobre o processo criativo. Organizei então um simpósio onde luminares das Arte e das Ciências viríam a partilhar as suas reflecções sobre este assunto. Embora a ciência jogasse um papel central na cultura, na economia, e na história modernas, não foi feito um esforço significativo, no enunciamento e enumeração do processo criativo científico. Pelo contrário o conhecimento académico actual, acredita que nunca será possível estudar e ensinar o processo criativo. Foi em Utah que encontrei minha esposa Tawnie, na altura com 19 anos, e onde nossa filha Elenna nasceu em Novembro de 1885!. Não será preciso dizer que as montanhas majestosas e o povo amável e caloroso desse grande estado, permanecem no meu coração.

Massachusetts

O Próximo e muito importanta passo na minha instrução, é o conjunto de estudos pós doutoramento com o Professor Susumu Tonegawa na MIT. O Trabalho pelo qual foi cincedido a Susumu, o Prémio Nobel, é uma das descobertas mais elegantes e profundas do nosso tempo. Mais uma vez me encontrei a trabalhar num problema fora da ária pericial do meu grupo. Surumu estava interessado em Neurobiologia, mas naquela altura todos os outros no laboratório estavam focados na Imunologia. Juntos delimitámos as linhas de uma estratégia dr investigação que ambos nossos laboratórios, continuam a seguir até hoje. Susumu ensinou-me que o sentido do maravilhoso de uma criança, infunde na Ciência o espírito de simplicidade, humildade e honestidade, que guia o verdadeiro e real avanço na descoberta. Eu serei para sempre grato, para com a sua generosidade, sem a qual minha carreira permaneceria nas sombras das suas realizações. Foi também em Boston que meu filho Alexender, nasceu em Agosto de 1990.

New York

Foi nos Laboratórios de Cold Spring Harbour, que instalei o meu próprio laboratório no verão de 1992. O sucesso dos nossos esforços devem-se em grande parte ao apoio que me deram Bruce Stillman e Jim Watson. Eles legitimaram os meu sonhos suportando e ajudando o Laboratório, apesar do septicismo e hostilidade existente contra o campo das nossas pesquisas pioneiras "Molecular and Cellular Cognition" (Cognição Molecular e Celular). Doze anos decorridos, "Molecular and Cellular Cognition" compreende mais de 100 laboratórios na América, Europa e Ásia euma nova Sociedade com mais de 900 membros e capítulos nos EUA, europa e Ásia. Devo muito a gente jovem e talentosa que se juntou ao meu laboratório que desnvolveram as ideias e realizaram as experiências que ajudaram a dar forma a este recente campo novo de investigação. O seu successo é a minha maior recompensa e a sua energia, empenho e tenacidade são uma fonbte constante de inspiração!

California

Na Primavera de 1998, mudou-e o laboratório para UCLA, onde iniciámos uma nova fase do trabalho. a investigação molecular e celular, da aprendizagem-hipocampal conduziram-nos ao estudo do armazenamento cortical da memória; A nossa paixão para compreender a base biológica de como os organismos simples resolvem problemas, trouxe-nos aos estudos biológicos complexos de resolução de problemas nos humanos. Do estudo de desordens da memória em ratos, passámos e estamos neste momento envolvidos emestudos clínicos com humanos, que podem um dia vir a revelar a base molecular das nossas memórias.

Alcino J. Silva
SILVALAB UCLA

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Educare
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Vai tudo bem com a edução?

O primeiro dos destaques que nos
foi dado oportunidade de trazer aqui,
aí está. Alcino J. Silva. É na primeira
pessoa, que o texto se desenrola.
Parece-nos que os profissionais de
educação, e outros responsáveis
pelo dia a dia da educação em
Portugal, saberão extraír algum
sentido útil do que vão ler a seguir.
Um aluno no estrangeiro, podia muito
bem ter empregue o seu tempo para
coisas muito menos úteis não é?.
 
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