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PRIMEIRO WILD CARD É PARA ‘PRATA DA CASA’
RUI MACHADO PREMIADO
CAMPEÃO NACIONAL CONSEGUIU MAIOR TÍTULO PORTUGUÊS
SURGE ESTA SEMANA COM MELHOR RANKING DE SEMPRE
PROVA FEMININA: EX-NÚMERO QUATRO MUNDIAL É ADIÇÃO
Depois da alegria de ver Frederico Gil tornar-se no primeiro representante luso a garantir o
acesso directo ao quadro principal do Estoril Open, João Lagos anunciou hoje a atribuição do
primeiro wild card da 20ª edição do maior evento tenístico nacional a um jogador português. O
beneficiário é Rui Machado, que no passado domingo conseguiu o título mais representativo
de sempre do ténis português (em Atenas) e que esta semana ocupa o melhor ranking da sua
carreira (129º).
«Tendo o privilégio de organizar um torneio do circuito profissional em Portugal, é meu hábito
procurar sempre beneficiar os portugueses. Em 2008 já tinha optado por atribuir o wild card ao
Rui Machado em detrimento de uma figura grada do ténis mundial como Marat Safin e ele
correspondeu ao atingir a segunda ronda; este ano merece ainda mais o convite, sobretudo
depois de ganhar um título tão importante no Challenger de Atenas e de se aproximar do top
100 mundial», referiu João Lagos.
«O Rui sempre constituiu um exemplo de profissionalismo e perseverança; foi por isso que o
convenci a passar de Barcelona para uma base de treino em Portugal e liderar uma equipa de
jovens jogadores no âmbito do Lagos Team. Recuperou das lesões e está actualmente a
rubricar um excelente trabalho com o João Cunha e Silva. Espero vê-lo a ele e ao Frederico Gil
transcenderem-se no Jamor a partir de 2 de Maio», acrescentou o director do torneio. «Todos
queremos ver os nossos jogadores medirem forças com os maiores protagonistas do circuito
e estou certo de que esse desejo se irá repercutir no apoio do público português aos tenistas
nacionais».
20º Estoril Open
‘Duas décadas de história’


DOIS PORTUGUESES EM GRANDE FORMA
Rui Machado, que completou no passado dia 10 de Abril o seu 25º aniversário, estreou-se
no Estoril Open em 2005 graças ao triunfo no Troféu RTP (torneio de qualificação para os
jogadores portugueses) e deu que fazer ao argentino Agustin Calleri (4-6, 6-3, 6-1). Em
2008, após estabelecer um novo recorde para um tenista luso em provas pontuáveis para
o ranking ATP ao alinhar vitoriosamente 26 encontros consecutivos numa série que
contemplou quatro títulos Future (Bari, Faro, Lagos, Albufeira) e meias-finais (Saragoça),
teve um wild card para o Jamor e venceu o gigante Ivo Karlovic na primeira ronda, sendo
depois travado pelo francês Florent Serra (7-6 e 6-1).
Sagrou-se ainda campeão nacional e tornou-se no primeiro português em quase uma
década e meia a ultrapassar a eliminatória inaugural de um torneio do Grand Slam, sendo
apenas travado em cinco sets pelo actual número 8 mundial Fernando Verdasco na
segunda ronda do Open dos Estados Unidos.
Este ano, Rui Machado já contabiliza dois dos mais importantes títulos jamais
conquistados por tenistas portugueses – primeiro, o Challenger de 50.000 dólares em
Meknès (Marrocos); no passado fim-de-semana, aquele que passou a ser o mais
representativo: o Challenger de 125.000 dólares de Atenas. É o actual 129º tenista
mundial.
Frederico Gil, de 24 anos (nasceu a 24 de Março de 1985), figura esta semana no 71º
posto da hierarquia mundial e tem sido um dos grandes destaques do desporto
português em 2009. Na passada semana atingiu os quartos-de-final em Casablanca,
depois de se tornar no primeiro tenista luso a atingir a terceira ronda de um evento
Masters 1000 em Miami e a conseguir duas meias-finais em eventos do ATP World Tour.
Tem a responsabilidade de, no Jamor, defender os dois encontros vitoriosos rubricados
em 2008, que lhe permitiram tornar-se também no primeiro português a atingir os quartos-
de-final do Estoril Open em duas ocasiões. O rapaz de Sintra estreou-se em 2006
mediante o seu êxito no Troféu RTP (pré-qualifying para os tenistas portugueses) e só
parou nos quartos-de-final; em 2007 atingiu a segunda ronda. Nas três edições que jogou
só perdeu com futuros finalistas: o argentino David Nalbandián (campeão em 2006), o
francês Richard Gasquet (vice-campeão em 2007) e o suíço Roger Federer (campeão em
2008).
KIMIKO DATE CARIMBA PASSAPORTE
Como já é habitual, aquando da divulgação da lista de entradas directas do torneio
feminino ficaram dois lugares reservados a vencedoras de torneios ITF – os chamados
‘feed-up events’ que promovem as respectivas campeãs a quadros principais de torneios
do WTA Tour. Os dois ‘feed-up’ events eram os de Monzón (Espanha) e Torhout (Bélgica),
ganhos respectivamente pela japonesa ex-número quatro mundial Kimiko Date e pela
croata Karolina Sprem.
A tenista nipónica confirmou a presença no Estoril Open e será uma das mais
categorizadas tenistas de sempre a jogar a vertente feminina no Jamor (aquando da
participação, só a alemã Anke Huber apresentava melhor currículo, enquanto Justine
Hénin, Dinara Safina, Jelena Jankovic, Svetlana Kuznetsova e Jelena Dokic passaram
pelos courts do Estádio Nacional numa fase mais embrionária das respectivas carreiras);
a sua participação enriquecerá sobremaneira um elenco já de si relevante – sobretudo
tendo em conta que, na mesma semana, se joga um evento da categoria Premier do WTA
Tour em Roma.
Kimiko Date-Krumm conseguiu o seu melhor ranking de sempre a fechar o ano de 1995
(quarta classificada, um recorde para o ténis japonês) e conta no seu currículo com sete
títulos do WTA Tour e presença nas meias-finais dos Grand Slams de Wimbledon, Roland
Garros e Open da Austrália. Em 1996, abandonou o circuito quando era número oito
mundial e constituiu família com o piloto alemão Michael Krumm; uma dúzia de anos
depois, resolveu regressar em Maio de 2008 e logo com grande sucesso… apesar dos
seus 37 anos de idade: venceu três títulos ITF, aos quais juntou o de Monzón na passada
semana, já com 38 anos! É actualmente 126ª do ranking.
Relativamente aos habituais acertos de última hora, o facto de Karolina Sprem não poder
confirmar o lugar no quadro principal que lhe estava reservado por vias do êxito no torneio
belga de Torhout e a recente desistência da neozelandesa Marina Erakovic abriram duas
vagas – ocupadas pelas primeiras duas jogadoras que ficaram de fora do cut-off original:
a húngara Melinda Czink (78ª) e a galhofeira russa Alla Kudryavtseva (82ª), que o ano
passado derrotou Maria Sharapova a caminho dos oitavos-de-final em Wimbledon e disse
que tinha conseguido «motivação extra» para o fazer por «não gostar do vestido» da sua
famosa compatriota….
